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 [PhiLiz Review] HIM - Dark Light

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MensagemAssunto: [PhiLiz Review] HIM - Dark Light   Seg Out 06, 2008 2:10 pm

HIM - Dark Light


Introdução
Os finlandeses HIM, voltam em 2005 com o seu quinto álbum de originais, quase dois anos do rejuvenescedor Love Metal (lançado no Inverno de 2003). Dark Light é um trabalho cheio de surpresas: Em primeiro lugar, a banda tem a sua primeira grande rotura de sonoridade. É certo que os quatro anteriores trabalhos são todos diferentes: Greatest Lovesongs Vol. 666 é pesado e sombrio, Razorblade Romance é suave mas ao mesmo tempo fantasmagórico, Deep Shadows And Brilliant Highlights foi o mais Pop, enquanto que Love Metal explora a vertente mais Hard Rock da banda.

No entanto, com este quinto trabalho os HIM adquirem uma sonoridade extremamente melódica (ainda mais do que já tinham) e as letras de Ville Valo tornam-se poéticas e inundadas de metáforas. É certo que algum peso do "peso" que Ville Valo & Cª tinham readquirido na proposta de 2003 se desvanece... o que desagrada a alguns, que os acusam de se terem vendido ao mercado americano... será? Eu não concordo, e já vou explicar porquê.

Desde 2004, os HIM entraram num novo universo: os Estados Unidos Da América. Depois de uma longa Tour americana a banda decidiu que iria permanecer por aquelas paragens para gravar o que é hoje o Dark Light. Para esta decisão muito contribuiu a amizade entre a banda e Bam Margera (este último um dos ódios de estimação dos fãs europeus da banda), que tem ajudado, e muito, na popularidade que os His Infernal Majesty têm tido nos EUA... grande parte desta recente popularidade adquirida graças à divulgação em programas do próprio Bam. Esta popularidade tornou-se mais expressiva quando Dark Light escalou até ao número 18 da tabela principal de álbuns da Billboard, uma semana depois de ser lançado vendendo perto de 50.000 cópias. Dark Light nessa mesma semana liderou a tabela de discos mais vendidos na Internet (também uma tabela da Billboard).
À primeira vista, e face a estes números (sobretudo surpreendentes nos EUA, já que na Europa se registaram boas vendas, como habitualmente) poderia-se dizer que o álbum está muito mais comercial... mas as aparências iludem.

Durante esta review irei explicar o porquê de achar o álbum mais "leve", mas não o achar mais comercial do que alguns dos seus antecessores.



Alinhamento
1. Vampire Heart
2. Wings Of A Butterfly
3. Under The Rose
4. Killing Loneliness
5. Dark Light
6. Behind The Crimson Door
7. The Face Of God
8. Drunk On Shadows
9. Play Dead
10. In The Nightside Of Eden
*11. Venus (In Our Blood)
*12. The Cage

*Estas duas faixas encontram-se na edição limitada que só pode ser comprada via Internet. Uma outra edição que está nas lojas, trás apenas uma faixa bónus, The Cage.

Ano 2005

Editora Sire Records

Faixa Favorita 1. Vampire Heart

Género Gothic Rock

País Finlândia

Banda
Emerson Burton (Janne Puurtinen) - Teclados
Gas Lipstick (Mika Karppinen) - Bateria
Linde (Mikko Lindström) - Guitarra
Migé Amour (Mikke Paananen) - Baixo
Ville Valo - Voz



Review
Ao primeiro tiro, obtemos logo a melhor faixa do álbum. Vampire Heart, é um grande tema porque combina perfeição o melhor dos "dois mundos" da banda. Em primeiro lugar, temos o ambiente sombrio, o peso q.b e a voz "acolhedora" de Valo, mas por outro temos o teclado a assumir um papel preponderante. As letras são de amor (claro...), mas são muito mais metafóricas do que o habitual. A linguagem metafórica que Valo tem incorporado nas letras vem-se notando desde o Love Metal, mas neste trabalho tem o seu expoente máximo. Resta falar do refrão: Assombroso, com o teclado a fazer o papel de um "sino" (é esse mesmo o som que faz lembrar) e mais uma vez a guitarra (neste álbum, a distorção dos primeiros trabalhos perde-se por completo) com riffs fantasticamente disparados. Nota-se logo, que o baixo está muito menos presente do que o habitual e que apenas cumpre uma função "modesta", ao contrário do que aconteceu no Razorblade Romance, onde sem o baixo o álbum perde muito do seu encanto.

De seguida vem Rip Out The Wings Of A Butterfly, onde se começa a perceber o que mudou. Convém dizer que este é o primeiro (e único até ao momento) single do álbum e teve direito a um videoclip. É a música mais "comercial" e confesso que às primeiras audições achei um pouco estranho... digamos que não era o que estava à espera. No entanto, com mais audições comecei a gostar mais da música e não sendo a melhor do álbum, é sem dúvida, um bom tema. Começa com um riff muito, muito "catchy" que se mantém na música toda, para depois entrar Valo com uma voz bastante mais trabalhada e melódica (os agudos quase que desaparecem... e não é só nesta faixa é no álbum todo). A estrutura da música é simples, sendo que facilmente constitui o tema perfeito para apresentação do álbum.

Com Under The Rose temos uma guitarra inspirada (em todo o álbum, aliás), sendo que as letras são o que mais marca este terceiro tema. O refrão tem alguns dos versos mais interessantes do álbum:

I've been burning in water and drowning in flame
To prove you wrong and scare you away
I admit my defeat and want back home
In your heart under the rose


É mais um bom apontamento, embora fique a perder para outras faixas que estão no álbum.

Killing Loneliness deverá ser o segundo single. Aliás, era para ser o primeiro, mas a banda mudou de ideias. Já anda por aí o videoclip. É bastante melancólica mas tem o peso ideal para não se tornar demasiado "popish". Além das letras que falam de amor e morte (que acabam por ser, novamente as temáticas mais focadas pela banda, apesar de maneira diferente), temos grandes apontamentos a partir do meio da música, com solos tanto de teclado como de guitarra (Burton e Linde respectivamente) que criam um ambiente melancólico e sombrio bem ao estilo His Infernal Majesty.

Temos depois a faixa que dá nome ao álbum... ok... pessoal que não é fã HIM, passem esta faixa à frente. Ah! E aquelas pessoas que embirram com a voz do Valo também podem passar. Isto porquê? Porque temos aqui uma balada, com letras melancólicas e com a voz de Valo a roçar várias vezes os seus agudos característicos. Tal como o vocalista disse: "It's one for the ladies out there. It's the most sentimental and poopy song on the whole album"
Por vezes (sobretudo no refrão) torna-se lamechas, mas as letras fantasmagóricas conseguem compensar esse facto.

Depois de algo mais calmo, vem Behind The Crimson Door, a minha segunda escolha. Bastante "goth", tem no entanto os apontamentos mais pesados no álbum. O refrão da música é a parte mais "heavy de todo o álbum: a bateria é frenética, a guitarra tem um riff a lembrar alguns dos trabalhos mais antigos e! Surpresa, o baixo faz mais do que apenas "completar" as músicas. E bem, o Mige sempre foi um dos principais intervenientes da banda e o seu desaparecimento neste álbum... é uma das coisas que não gosto.

Com The Face Of God entramos definitivamente no mundo "poético" de HIM. As letras são mais profundas e a música é não raras vezes hipnótica e mais complexa do que o habitual. Esta 7ª faixa tem uma parte melódica muito acentuada e que gira em torno das letras e da voz de Ville Valo. Não é o habitual em HIM, mas a mudança não é de todo negativa.

Drunk On Shadows vem na mesma toada, sendo um pouco mais pesada. Algumas partes fazem lembrar um filme de terror, com os teclados sombrios, a bateria em crescendo e a voz a ser profunda e distante... o interessante é que o que se segue a essas partes é uma melodia extremamente calma, em vez da "explosão" que seria de esperar. É uma músicas que várias vezes nos engana, tanto a nível instrumental, como as letras que ficam cada vez mais metafóricas.

A penúltima faixa da versão normal, Play Dead é a segunda e última balada deste Dark Light. Não fala exactamente de amor, mas mais da melancolia que preenche alguns dias... mais um grande momento. Algumas partes fazem lembrar a música do álbum anterior Sweet Pandemonium, mas ainda mais depressiva. O solo de teclado já perto do final é lindo. HIM tem grandes baladas e esta não destoa de maneira nenhuma entre elas.

O álbum comum acaba com In The Nightside Of Eden. Quando li o que Valo desta música, ou seja, que era o fecho "épico" do álbum lembrei-me imediatamente da grande The Path do Love Metal. Não é bem a mesma coisa, mas é igualmente fantástica. A letra é sobre um sonho que está escondido num mundo perfeito (Eden, que é o "planeta perfeito") e que não é divulgado. Explora os sentimentos do coração (quem vão para além do amor) numa vertente diferente do habitual na banda. A nível instrumental tem partes bem pesadas, com as que finalizam a música, em crescendo e com um "caos" sonoro que é depois acompanhado pelos últimos versos cantados por Valo.

A primeira das faixas bónus é Venus (In Our Blood). É na mesma linha dos temas do álbum normal, mas tem uma parte acústica mais acentuada. Encontra-se apenas presente na edição da Internet e não há nenhum álbum à venda nas lojas que a traga.

Para acabar, The Cage, que podia (e devia) estar no álbum. Encontra-se na edição "livro" que se encontra à venda nalgumas lojas e na edição da Internet. Faz-nos recuar até 2000, até à época Razorblade Romance. A guitarra tem alguma da sua antiga distorção e as letras são sobre um amor desesperado, tal como muitas desse mesmo álbum. Definitivamente devia estar na versão normal...

Conclusão
Bem, para rematar, que já vai enorme, dizer que o álbum é diferente. É mais "leve", mas isso é uma consequência do universo que a banda explorou: mais filosófico e menos romântico, mais melódico e menos rockeiro. As letras são bem mais complexas que a maioria da discografia anterior, a sonoridade mais trabalhada... Não, não considero um álbum mais comercial. Conquistou um novo mercado (EUA), mas também, com o Bam para todo o lado é normal...

O que mais admiro é não conseguir escolher um ponto fraco. Consigo destacar bons momentos, mas o álbum é muito homogéneo (no bom sentido) e não tem nada de especialmente "mau". Só tenho pena de não ter mais que 3 grandes momentos... se tivesse seria ainda melhor.

Mesmo, mesmo para acabar: É pena não terem incluído (mesmo que fosse um bónus) o Poison Heart no álbum e terem-no metido num single. É uma excelente cover (dos Ramones) e merecia estar aqui (para quem tiver interessado, está numa das versões do single Rip Out The Wing Of A Butterfly.

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MensagemAssunto: Re: [PhiLiz Review] HIM - Dark Light   Seg Out 06, 2008 10:12 pm

eu gosto bastante do álbum, ok, soa um pouquinho mais Pop que os anteriores, mas nele estão inseridas algumas das melhores músicas da banda ^^ na minha opinião!
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